"Somos anões em cima de gigantes" (Lenine)
Sexta, 2 de Dezembro de 2005
 Ausência
 Quando choro,
Choro pelos desgostos que já agarrei,
Choro por todas as vezes que já chorei,
E choro mais por todas aquelas em que não pude chorar...

Todas as cicatrizes reabrem e sagram em mim...
Tudo aquilo que me magoou um dia, fere-me novamente
Com uma verdade mascarada que mente
E, lágrima a lágrima, choro por todos aqueles que já perdi,
Por tudo aquilo de que fugi...

Liberta-se um gemido mudo, estrangulado,
Espalham-se estilhaços em todas as direcções,
Levantam-se preces e orações,
E, numa face estática, de olhar fixo e parado
Morre uma alma há muito posta de lado.

Ah, quando choro!...
Dor, prolongada ansiedade,
Acumulam as águas de todos os rios,
Que transbordam de sentimentos vazios,
E levam para parte nenhuma a saudade,
Sem destino nem maldade...

Deixo-me arrastar pela tormenta
Tropeço nos escombros, pedaços de vida,
Felicidade sumida,
E fica um vazio imenso que me alimenta
Um silêncio que me sustenta...

Quando choro,
Choro por aquilo que passou e pelo que aí vem,
Choro por todas as vezes que já chorei.
Pois as dores acumulam-se com os anos... E as lágrimas também.

28.10.2005
 # Publicado por Ana às 06:49
 
Domingo, 5 de Dezembro de 2004
 Conversas...
 Olhares,
Furtivamente cruzados,
Numa troca de pensamentos,
Como se conversados
Pudessem ser os sentimentos!

Sussurros,
Tão silenciosamente partilhados,
Que fazem nascer sorrisos,
Como segredos murmurados
De conversas e avisos...

Palavras,
Alegremente ditas,
Num fugidio segundo,
Outras, mais tímidas, escritas
No coração, bem fundo!

Conversas,
Que marcam vidas,
Como punhais cravados,
Cicatrizes jamais esquecidas,
De momentos partilhados...
...Por olhares, sussurros e palavras!

Ana Filipa, 13/11/2004

 # Publicado por aNa FiLiPa às 04:14
 
Sábado, 2 de Outubro de 2004
 Poupar recursos
 No primeiro dia de Outubro, ou seja, ontem, foi o Dia Mundial da Água! E também da Música! Tanto uma como outra são essenciais à vida, principalmente a primeira. E, todos nós, não lhe damos o devido valor! Uma imagem para reflectir...
 

O recipiente mais alto representa toda a água do planeta, o segundo, apenas a água potável, existente no solo e sub solo, e, por fim, o último, equivalente a uma colher de chá, representa a água potável disponível para o consumo do Homem!

Estranho e assustador, não é? Desperdiçamos água sem termos consciência de que ela tão é pouca e, cada vez, mais escassa! É urgente poupá-la, porque é a nossa maior...

...Fonte de Vida

Água é tesouro
Guardado em sete mares
Um bem muito valioso
A durar se o poupares!

É fonte de natural riqueza
Surgindo em plena natureza!

Fonte de um mundo azul
Onde o oceano se avista
No horizonte de norte a sul!
Temos urgentemente de poupar
Essa água que está a escassear!

De todos os recursos naturais
É a água que sofre mais!

Visto estar a desaparecer
Inultilmente poluída
Devemos não esquecer
A água, nossa fonte de vida!
 # Publicado por Ana Filipa às 04:54
 
Quarta, 8 de Setembro de 2004
 Brincando com a língua portuguesa!
 O poema que se segue é mesmo genial... Estava à espera de uma oportunidade para o pôr e ela parece que surgiu: hoje é o dia Internacional da Alfabetização (para se inteirarem da situação LoOl: vi, na televisão, que se um em cada dez portugueses é totalmente analfabeto =( estamos mal!) e, como tal uma homenagem à diversidade da língua portuguesa... Um poema "2 em 1"!
 Não te amo mais...

Estarei mentido dizendo que
Ainda te amo como sempre quis.
Tenho a certeza que
Nada foi em vão.
Sintro dentro de mim que
tu não significas nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase:
Eu amo-te!
Sinto, mas tenho de dizer a verdade:
É tarde demais...

Nota: Agora leiam de baixo para cima... Pura arte... Pura genialidade!...

(desconheço o autor)


 # Publicado por Ana Filipa às 09:32
 
Segunda, 6 de Setembro de 2004
 A Felicidade...
 Alguém bateu à porta
Vacilei... Não quis abrir!
Pensei que fosse a saudade
Que me viesse perseguir...

Bateu de novo com força,
Mas com o tempo desistiu,
Foi e, em silêncio,
Para sempre partiu!

Partiu, e p´ra trás deixou
Estas palavras fatais:
“Eu sou a felicidade
E não voltarei nunca mais!“


Mensagem do dia: mantenham a vossa "porta" aberta! Nunca se sabe quem está do outro lado... Mas às vezes há que arriscar!
 # Publicado por Ana Filipa às 02:20
 
Terça, 31 de Agosto de 2004
 Olhar o mar...
 

Naquela noite,
Fui olhar o mar...

Que ao céu estrelado
Se fundia no horizonte.
Tal qual, num quadro pintado,
O suave ruído de uma fonte...

Fui olhar o mar...
E um fugidio pensamento,
E um olhar fugaz,
Provam com desalento
A fúria de não ser capaz...

Fui olhar o mar...
Sob os gritos das gaivotas,
Como sonhos marcando presença,
Por entre as súbitas revoltas,
Que agora já não fazem diferença...

Fui olhar o mar...
Sozinha num vazio profundo
Livre, para sonhar,
Para mergulhar bem fundo
E nunca mais acordar...

...Deste meu mundo...

Que fui olhar,
Naquela noite...
 # Publicado por Ana Filipa às 04:33
 
Segunda, 30 de Agosto de 2004
 Um dia igual...
 

Hoje,
o dia nasceu igual...

E eu queria tudo tão diferente!

Queria o céu e o mar,
Na minha mão,
Estendida para tos dar
Juntamente com o meu coração...

Queria as planícies e os vales,
A perder de vista,
Para libertar todos os males
Da nossa história egoísta...

Queria colher todas as flores,
De humilde perfume,
Para apagar os odores
Que gelavas com o teu lume...

Queria os raios de Sol
E os sonhos da Lua
Para que eternamente se cole
A minha mão à tua....

Queria todo o Universo,
Até onde se alcança,
Para poder tocar as estrelas
Com dedos de criança...

Queria a imensidão do Mundo,
Para nós; para mim e para ti!
E dava o oceano mais profundo
Só para te ter aqui...

Eu queria tudo tão diferente!

E hoje,
o dia nasceu igual...

Ana Filipa, 27/08/2004
 # Publicado por Ana Filipa às 10:34
 
 
 
 
© Todos os direitos reservados - Filipa Oitavén - 2004